O nazireu deveria passar pelo perĂodo normal de impureza subseqĂŒente ao contato com um cadĂĄver, a saber, sete dias (Nm 19:14), e, na cerimĂŽnia de purificação no sĂ©timo dia, deveria raspar todo o cabelo (6:9). No dia seguinte, o nazireu deveria levar duas rolas ou dois pombinhos ao sacerdote, Ă porta da tenda da congregação (6:10). 0 sacerdote oferecerĂa, entĂŁo, um holocausto como expiação pelo pecado de ter quebrado o voto de nazireado ao ficar na presença de um cadĂĄver. Depois disso, a pessoa voltaria a cumprir o voto, observando a totalidade do perĂodo previsto, nĂŁo sendo contados os dias anteriores Ă contaminação (6:12). O voto de nazireado nĂŁo era permanente. Quando o perĂodo especificado se completava, o nazireu devia levar Ă tenda da congregação as seguintes ofertas: Um cordeiro de um ano [...] e uma cordeira de um ano [...] e um carneiro, sem defeito, por oferta pacĂfica (6:13-15). 0 sacerdote apresentava esses animais ao Senhor como holocausto, oferta pelo pecado e oferta pacĂfica, respectivamente (6:16). EntĂŁo, a cabeça do nazireu era raspada, e o cabelo era oferecido junto com o sacrifĂcio pacĂfico (6:18). Algumas partes especĂficas dos animais eram entregues aos sacerdotes (6:19-20a). No final do ritual, o nazireu estava livre do seu voto e podia voltar a beber vinho (6:20ĂŽ). As especificaçÔes para os sacrifĂcios a serem oferecidos nĂŁo impediam o nazireu de apresentar mais ofertas caso tivesse possibilidade de fazĂȘ-lo (6:21). 6:22-27 Uma bĂȘnção sobre a comunidade No relato dos preparativos para a jornada, encontramos aquela que provavelmente Ă© a passagem mais conhecida do livro de NĂșmeros, a bĂȘnção proferida por ArĂŁo, ou bĂȘnção sacerdotal, usada pelos sacerdotes para impetrar a bĂȘnção de Deus sobre a comunidade. As palavras do sacerdote sĂŁo emolduradas pelo termo âabençoareiâ. 0 Senhor ordena a ArĂŁo e seus filhos: Assim abençoareis os filhos de Israel (6:23) e promete: Eu os abençoarei (6:27). A bĂȘnção propriamente dita se encontra registrada em estilo poĂ©tico, apresentando trĂȘs invocaçÔes paralelas, cada uma começando com o nome divino: Senhor. Esse padrĂŁo enfatiza que o Senhor Ă© a fonte da bĂȘnção, fato ressaltado pelo pronome âeuâ quando o Senhor diz: âE eu os abençoareiâ. A primeira parte da bĂȘnção diz respeito Ă posteridade, Ă dĂĄdiva da terra e Ă segurança do povo durante a marcha, tudo isso implĂcito em te guarde (6:24). No livro de Salmos, o Senhor Ă© chamado de âguarda de Israelâ (Sl 121:4). A segunda parte da bĂȘnção pede que o Senhor faça resplandecer o rosto sobre os israelitas ao receberem a sua graça (6:25). Essa imagem de Deus mostrando ou ocultando sua face para mostrar seu prazer ou ira Ă© comum no AT, especialmente em Salmos (cf. Sl 13:1; 10:1; 102:2). A Ășltima parte da bĂȘnção repete essa imagem, mas acrescenta a ideia de que a bĂȘnção suprema de Deus para sua comunidade Ă© seu shalom, um termo que tambĂ©m pode ser traduzido por paz ou inteireza (6:26 Explicação e Devocional de Lucas 3 3:1 TibĂ©rio, o imperador romano, governou de 14 a 37 d.C. Pilatos foi o governador romano responsĂĄvel pela provĂncia da JudĂ©ia; Herodes Antipas e Filipe eram meios-irmĂŁos e filhos do cruel Herodes, o Grande, morto hĂĄ mais de 20 anos. Antipas, Filipe, Pilatos e Lisanias aparentemente tinham poderes iguais para governar seus territĂłrios separados. Todos estavam sujeitos a Roma e eram responsĂĄveis ââpor manter a paz em suas respectivas terras. 3:2 A lei judaica previa apenas um sumo sacerdote. Ele foi nomeado da linha de Aaron e ocupou seu cargo vitalĂcio. Nessa Ă©poca, porĂ©m, o sistema religioso jĂĄ havia sido corrompido e o governo romano estava nomeando seus prĂłprios lĂderes religiosos para manter maior controle sobre os judeus. Aparentemente, as autoridades romanas depuseram AnĂĄs nomeado pelos judeus e o substituĂram por seu genro, CaifĂĄs. NĂŁo obstante, AnĂĄs manteve seu tĂtulo (ver Atos 4:6) e provavelmente tambĂ©m muito do poder que carregava. Como os judeus acreditavam que a posição do sumo sacerdote era vitalĂcia, eles continuaram a chamar AnĂĄs de seu sumo sacerdote.
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2022-03-07 Last Update: 2025-03-27 13:28:53
O nazireu deveria passar pelo perĂodo normal de impureza subseqĂŒente ao contato com um cadĂĄver, a saber, sete dias (Nm 19:14), e, na cerimĂŽnia de purificação no sĂ©timo dia, deveria raspar todo o cabelo (6:9). No dia seguinte, o nazireu deveria levar duas rolas ou dois pombinhos ao sacerdote, Ă porta da tenda da congregação (6:10). 0 sacerdote oferecerĂa, entĂŁo, um holocausto como expiação pelo pecado de ter quebrado o voto de nazireado ao ficar na presença de um cadĂĄver. Depois disso, a pessoa voltaria a cumprir o voto, observando a totalidade do perĂodo previsto, nĂŁo sendo contados os dias anteriores Ă contaminação (6:12). O voto de nazireado nĂŁo era permanente. Quando o perĂodo especificado se completava, o nazireu devia levar Ă tenda da congregação as seguintes ofertas: Um cordeiro de um ano [...] e uma cordeira de um ano [...] e um carneiro, sem defeito, por oferta pacĂfica (6:13-15). 0 sacerdote apresentava esses animais ao Senhor como holocausto, oferta pelo pecado e oferta pacĂfica, respectivamente (6:16). EntĂŁo, a cabeça do nazireu era raspada, e o cabelo era oferecido junto com o sacrifĂcio pacĂfico (6:18). Algumas partes especĂficas dos animais eram entregues aos sacerdotes (6:19-20a). No final do ritual, o nazireu estava livre do seu voto e podia voltar a beber vinho (6:20ĂŽ). As especificaçÔes para os sacrifĂcios a serem oferecidos nĂŁo impediam o nazireu de apresentar mais ofertas caso tivesse possibilidade de fazĂȘ-lo (6:21). 6:22-27 Uma bĂȘnção sobre a comunidade No relato dos preparativos para a jornada, encontramos aquela que provavelmente Ă© a passagem mais conhecida do livro de NĂșmeros, a bĂȘnção proferida por ArĂŁo, ou bĂȘnção sacerdotal, usada pelos sacerdotes para impetrar a bĂȘnção de Deus sobre a comunidade. As palavras do sacerdote sĂŁo emolduradas pelo termo âabençoareiâ. 0 Senhor ordena a ArĂŁo e seus filhos: Assim abençoareis os filhos de Israel (6:23) e promete: Eu os abençoarei (6:27). A bĂȘnção propriamente dita se encontra registrada em estilo poĂ©tico, apresentando trĂȘs invocaçÔes paralelas, cada uma começando com o nome divino: Senhor. Esse padrĂŁo enfatiza que o Senhor Ă© a fonte da bĂȘnção, fato ressaltado pelo pronome âeuâ quando o Senhor diz: âE eu os abençoareiâ. A primeira parte da bĂȘnção diz respeito Ă posteridade, Ă dĂĄdiva da terra e Ă segurança do povo durante a marcha, tudo isso implĂcito em te guarde (6:24). No livro de Salmos, o Senhor Ă© chamado de âguarda de Israelâ (Sl 121:4). A segunda parte da bĂȘnção pede que o Senhor faça resplandecer o rosto sobre os israelitas ao receberem a sua graça (6:25). Essa imagem de Deus mostrando ou ocultando sua face para mostrar seu prazer ou ira Ă© comum no AT, especialmente em Salmos (cf. Sl 13:1; 10:1; 102:2). A Ășltima parte da bĂȘnção repete essa imagem, mas acrescenta a ideia de que a bĂȘnção suprema de Deus para sua comunidade Ă© seu shalom, um termo que tambĂ©m pode ser traduzido por paz ou inteireza (6:26 Explicação e Devocional de Lucas 3 3:1 TibĂ©rio, o imperador romano, governou de 14 a 37 d.C. Pilatos foi o governador romano responsĂĄvel pela provĂncia da JudĂ©ia; Herodes Antipas e Filipe eram meios-irmĂŁos e filhos do cruel Herodes, o Grande, morto hĂĄ mais de 20 anos. Antipas, Filipe, Pilatos e Lisanias aparentemente tinham poderes iguais para governar seus territĂłrios separados. Todos estavam sujeitos a Roma e eram responsĂĄveis ââpor manter a paz em suas respectivas terras. 3:2 A lei judaica previa apenas um sumo sacerdote. Ele foi nomeado da linha de Aaron e ocupou seu cargo vitalĂcio. Nessa Ă©poca, porĂ©m, o sistema religioso jĂĄ havia sido corrompido e o governo romano estava nomeando seus prĂłprios lĂderes religiosos para manter maior controle sobre os judeus. Aparentemente, as autoridades romanas depuseram AnĂĄs nomeado pelos judeus e o substituĂram por seu genro, CaifĂĄs. NĂŁo obstante, AnĂĄs manteve seu tĂtulo (ver Atos 4:6) e provavelmente tambĂ©m muito do poder que carregava. Como os judeus acreditavam que a posição do sumo sacerdote era vitalĂcia, eles continuaram a chamar AnĂĄs de seu sumo sacerdote.
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